Conversando com pais sobre valores

Conversando com pais sobre valores

Conversando com pais sobre valores

Nos dias atuais nunca foi tão necessário ensinar valores aos nossos filhos no lar e na escola. Muitos pais idealizam valores certos para seus filhos, mas não sabem incutir alguns padrões. Para conseguir isso, é necessário aproveitar o máximo de tempo com eles. Conversar sobre honestidade, respeito, gentileza, coragem, perseverança, autodisciplina, generosidade, confiabilidade e, sobretudo, dar exemplos práticos.

Cabe a nós, pais, cumprir com nossas responsabilidades afetivas, sociais e emocionais por meio do exemplo. Dessa maneira, conseguiremos incutir moral sólida em nossos lares que se estenderam para fora.

As influências externas, de pessoas ou situações, e a indústria do entretenimento que vem pela internet, televisão, filmes, videogames e música podem causar um grande efeito negativo nas crianças e adolescentes, dependendo do que elas consomem nesses veículos, dificultando cada vez mais a formação de valores.

Devemos estar presentes plenamente quando estamos com nossos filhos. É preciso doar-se, estabelecer conversas regulares sobre situações do dia a dia, da escola, da rotina de casa, para que quando eles virem a enfrentar enigmas morais, sintam-se à vontade e preparados para compartilhar conosco as dificuldades e experiências que tiveram. Se não ocuparmos nosso lugar na formação do caráter e valores de nossos pequenos, a sociedade irá preencher esse vazio oferecendo outras coisas.

Como pontuado anteriormente, o mais importante de tudo é dar bons exemplos. Eles aprendem com nossas ações e interações com os outros. Estão sempre atentos. Observam o que fazemos e como lidamos com as diferentes situações do cotidiano. É necessário mostrar valores como respeito ao próximo, compaixão, honestidade. É preciso mostrar essas qualidades por meio de nossas ações. Todo ensino do mundo pode ser desfeito se nossos filhos perceberem que nosso comportamento contradiz daquilo que falamos. Os exemplos precisam ser reais.

Quando erramos, devemos reconhecer nossos erros. Dizer que estamos arrependidos, que sentimos muito. Mostrar que valorizamos e respeitamos os pensamentos, perspectivas e sentimentos deles. Assim, estamos modelando uma maneira importante de mostrar respeito, aceitando nossos próprios erros. Quando nos desculpamos, ativamos neles o desejo de fazer o mesmo quando cometem erros.

Podemos diariamente usar experiências como um trampolim para ensinar valores aos nossos filhos. Utilizar notícias e observar algum comportamento pode servir como grandes lições. Todas às vezes que alguém passar um troco errado, ou pegar uma vaga especial no estacionamento, usar essas referências para discutir sobre honestidade e educação.

É importante deixar claro que compaixão, gentileza e generosidade são valores universais e que se aplicam a todas as pessoas. Que o certo e o errado não são simplesmente um ponto de vista e sim, valores transmitidos há milhares de anos.

Falar de nossas experiências pessoais podem transmitir lições valiosas, principalmente aquelas que ilustram nossas escolhas, vitórias e fracassos. Experiências como acolher um amigo que se sente sozinho, defender uma convicção ao invés de seguir a multidão são bons exemplos. Podemos compartilhar as escolhas ruins e as lições que aprendemos. Tentar ajudá-los com nossos erros para que não tenham que sofrer as mesmas consequências ou pelo menos saibam que existem outras possibilidades. Isso certamente os aproximará de nós.

Devemos ensinar nossos filhos a ser responsáveis pelos erros que cometem. Esquivar-se ou fugir das consequências não traz crescimento para ninguém. Se formos omissos com os erros deles, eles não assumirão a responsabilidade por suas ações. Eles precisam saber que escolhas ruins resultam em consequências desagradáveis e que assumi-las faz parte do processo de crescimento humano.
É incrível o quão úteis eles podem ser para os outros, simplesmente por meio da bondade, como escrever cartões de incentivo, fazer amizade com crianças novas na escola, conversar com um idoso que se sente sozinho. Devemos encorajá-los a ajudar o próximo e a ter satisfação com isso.

Quando se trata de ensinar ou transmitir valores, haverá muito menos trabalho se minimizarmos a exposição que eles têm a ideias erradas, por exemplo. Não podemos protegê-los de tudo e sempre, mas podemos limitar a exposição deles à televisão e à internet, substituindo essas atividades por algo mais produtivo.

E quando eles fizeram algo de bom, devemos exaltar essas boas ações. Devemos agradecê-los quando limpam seus quartos sem ser questionados ou quando fazem a lição de casa sem resmungar. Reconhecer o bom trabalho que fizeram ao terminar uma tarefa escolar, aparentemente exaustiva, e demonstrar reconhecimento e orgulho. Mostraram-se os erros que cometem, devemos também reforçar as boas atitudes.

Devemos falar com clareza o que eles fizerem corretamente e o que fizeram de errado. Orientá-los de como tomar as melhores decisões. Isso demanda tempo, empenho e dedicação, mas com certeza o resultado valerá a pena.

Devemos nos comunicar com clareza e verdade com os nossos filhos. As crianças crescem muito rápido. Temos que usar o tempo com sabedoria para aproveitar plenamente o tempo que temos com eles. Precisamos ser conscientes e avaliar se carregamos conosco a sensação de dever cumprido.