Preencha o formulário abaixo para ser uma escola parceira. Entraremos em contato em breve.

Escola Pública         Escola Particular

Preencha o formulário abaixo e indique o LIM para a escola do seu filho.

Escola Pública         Escola Particular

A crise

11 de dezembro de 2020 | Por: LIM Educação

Ninguém supôs algo como o que está sendo experimentado com a Pandemia de COVID-19.

Não houve ninguém que profetizasse o afastamento social, cada um em sua casa. Essa situação promoveu uma crise em todas as dimensões sociais. Nesse contexto geral, ninguém pode afirmar que está muito bem, mesmo estando em boas condições gerais, pois a sociedade funciona em redes, e as repercussões atingem pessoas, formas e lugares não imaginados. No entanto, é possível ter atitudes que garantam melhores condições para pensar e para supôr o futuro, e essa leitura deve ser feita a partir dos dados atuais e da análise de informações.

É preciso se preparar para o eventual, pressupondo a próxima etapa, levando em conta que novas situações podem ocorrer, ou seja, prevendo espaços para movimentos de adequação aos fatos novos que vão ocorrendo; pensar sobre o que pode acontecer, mesmo que se tenha de mudar, novamente.

Etimologia da palavra crise: do latim, crisis, momento de mudança súbita; do grego, krisis, decisão, momento difícil. A crise é a vida colocando o ser humano contra a parede, convocando-o a viver/demonstrar sua capacidade de agir de modo estratégico, com estratégias fundamentadas em conhecimento e em dados de realidade. A crise quebra paradigmas, acelera as ações e a história. É um momento em que o homem terá de pensar de modo diferente, encontrar respostas nas quais ainda não tinha pensado, decidir e escolher caminhos que levem a melhores tempos.

No entanto, sabe-se que a emoção, sobretudo, em momentos de crise, congela as pessoas, rapta-lhe o raciocínio, tira-lhe da realidade. Sabe-se, também, que ela aquece, une, encoraja.

Desenvolver educação emocional, saber identificar e gerenciar as emoções, assim como conhecer como reagir ao estresse, organizam a pessoa, tornando-a apta a viver a crise e as emoções que ela provoca. Ter medo diante da crise é, até certo ponto, saudável, pois esse sentimento dá a prudência necessária para viver o inusitado; porém, esse medo não pode congelar e impedir de agir em direção ao enfrentamento da crise. Se as emoções moldam a percepção que cada um tem do mundo, a tomada de consciência desse fato habilita a mudar a mente, a qual tentará enganar, pois ela tende a conduzir a pessoa aos caminhos já conquistados. O ser humano é socialmente constituído por rotinas e pensamentos roterizantes que podem ter seu valor na dinâmica psíquica; no entanto, para sair desse roteiro, o qual não comporta o novo, é preciso aprender a gerenciar as emoções e a reeducar a mente.

A pessoa que aprendeu responde à vida com o conhecimento aprendido.

Sabendo dessa possibilidade, é possível se adiantar, naquilo que conseguiu vislumbrar, para somar o próprio olhar ao olhar dos próprios pares, com o conhecimento que está socialmente disponível.

Juntos, é possível produzir uma resposta diferente ao momento de crise ora enfrentado, mais eficiente e menos estressora.



Deixe um comentário